Das Encostas Xistosas do Vale do Douro Para o Resto do Mundo
Das Encostas Xistosas do Vale do Douro Para o Resto do Mundo
É
no rio Douro que se encontra uma paisagem apaixonante e onde se produz vinhos
de excelência ao longo de quase dois milénios. Ao longo destes milénios podemos
observar que há um vinho que se destaca, vinho esse de seu nome “Vinho do
Porto” produzido na segunda metade do séc. XVII numa época de expansão da
viticultura duriense e de crescimento rápido da exportação de vinho. É um vinho
que foi criado não para ser o melhor vinho do mundo, mas sim para ser o
salvador da economia portuguesa.
Em
1703, o Tratado de Methuen virá consagrar no plano diplomático este fluxo
mercantil, e é nesse momento que a região do Douro começa a sua produção em
massa e respetiva exportação. Esperava-se que assim continua-se durante vastos
anos ou até seculos, mas em de meados do séc. XVIII, as exportações estagnam,
ao passo que a produção vinhateira parece ter continuado a crescer. Os preços
baixam em flecha e os ingleses decidem não comprar vinhos, acusando os lavradores
de promover adulterações.
Essas
adulterações levam o governo do futuro Marquês de Pombal, à instituição da
Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 10 de setembro
de 1756. Com ela busca-se assegurar a qualidade do produto, evitando
adulterações, equilibrar a produção e o comércio e estabilizar os preços. Estas
medidas vão criar um ponto de viragem do Douro pombalino para o Douro
contemporâneo na segunda metade de oitocentos, promovendo profundas mudanças na
viticultura duriense.
Passado
alguns anos surgem novas práticas de preparação do terreno, alteram-se as
práticas de plantação da vinha, selecionam-se as melhores castas regionais para
enxertia, difunde-se a utilização racional de adubos e fito - sanitários,
aperfeiçoam-se os processos de vinificação e há um reordenamento do espaço
regional. Quando se esperava que tudo fica-se bem, a região do Douro tem
novamente uma crise comercial, que traz consigo a fraude e as imitações de
Vinho do Porto tornam-se frequentes nos nossos principais mercados, por preços
inferiores aos genuínos Port Wínes.
O
Douro passa a ser um retrato de miséria e mesmo em finais da década de 1970,
ano em que as exportações aumentaram a um ritmo nunca esperado. O mesmo Douro
continua a ser o espelho da miséria e da fome com a subida dos impostos e dos
preços dos produtos. Passado longos anos e muitos contratos assinados entre
comerciantes e mercados, o Douro passa a ser uma das maiores potencias de
exportação de Vinho do Porto do Mundo e tem vindo a trazer esse legado até a
atualidade.
Tem
batido vários recordes aos longo dos anos como de 2017/18, que há uma subida
das exportações de 778 milhões de euros, segundo os dados do Instituto da Vinha
e do Vinho (IVV), para 806 milhões de euros em 2018 que contribuiu de forma
positiva para o saldo e o excedente comercial passou de 643 milhões de euros
para 648 milhões de euros, apesar das importações terem crescido 15% para 158
milhões de euros.
Nos
dias de hoje estes feitos são de factos feitos de louvar, visto que o setor
vinícola é sem dúvida um setor que tem vindo a crescer ao longo dos anos,
trazendo alguma competição entre empresas de produção de vinho. Com a chegada
de novas empresas e de mais competitividade no mercado, o Douro lança os seus 4
Vintage que vieram para ser falados pelo mundo inteiro.
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| https://winegram.blogspot.com/2021/06/o-quarteto-fantastico-de-vintages-do.html |



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